EGRESSO DA FACCE É GERENTE NA WILSON, SONS
Otavio Luiz Grottone se formou em Administração de Empresas na Faculdade de Ciências Administrativas, Comerciais, Contábeis e Econômicas da Universidade Metropolitana de Santos (Unimes), em 1998 e hoje é gerente de agenciamento marítimo e operações portuárias.
Grottone tem 48 anos e trabalha há 32 anos para o Grupo Wilson, Sons, que atua em agenciamento marítimo, operação portuária e terminais portuários, rebocadores e estaleiro, entre outras atividades. A empresa foi fundada em 1837, em Salvador, Bahia, e mantém filial em Santos desde 1885 e é uma das corporações mais antigas instaladas na cidade.
Por trabalhar na Wilson, Sons, onde começou aos 16 anos, percebeu a importância de fazer um curso superior que pudesse acrescentar muito em sua carreira. E a escolha recaiu sobre o curso de Administração de Empresas da Facce, criada em 1974 para atender as necessidades do mercado – cuja habilitação que surgiu naquele ano foi a de Comércio Exterior, a primeira do País.
“Tive uma passagem muito boa pela Facce-Unimes”, afirma Grottone, ao se lembrar dos anos de faculdade. Ele diz que optou por Administração de Empresas em vista das perspectivas profissionais que o curso proporcionaria. “Complementava as minhas necessidades de qualificação e também a minha carreira”.
O gerente da Wilson, Sons lembra que o diretor da Facce, Hélio Hallite, foi seu professor quando cursou Administração de Empresas. “Foi uma honra ser aluno da Facce, e até hoje vários professores ainda se lembram de mim”.
Na época da faculdade, Grottone exercia a função de gerente júnior – gerente de linha marítima. Ele recorda que no período universitário teve vários colegas, tanto de Administração de Empresas, quanto do curso de Comércio Exterior da Facce, que ainda encontra nas ruas do Centro Histórico de Santos.
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Como integrante da comunidade marítima e portuária santista, o gerente da Wilson, Sons nota que muitas faculdades de outras cidades, em especial da Capital e Interior de São Paulo, fazem solicitações de visita a terminais, armazéns e outras instalações relacionadas ao porto. A Facce, por ter o complexo portuário santista como laboratório, mantém o Projeto Porto de Santos, em que os alunos fazem visitas a terminais portuários, por exemplo.
Grottone comenta que Santos tem um enorme potencial nas atividades portuárias e agora com o petróleo e gás as perspectivas são mais promissoras ainda. “As faculdades já começam a oferecer cursos que atendam a esses mercados”. A Facce foi pioneira na Baixada, com a criação de um curso superior de Petróleo, Gás e Energias Alternativas, para preparar profissionais a serem futuramente contratados pelas empresas do setor.
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Para a região, o petróleo e gás são atividades novas. Por isso Grottone vê que é importante formar mão-de-obra especializada, para quando a extração e a produção se tornarem realidade, o que poderá ocorrer de 5 a 10 anos. Outro fator que ele define como essencial é que a tecnologia e o conhecimento da Engenharia de Petróleo vêm do Exterior e, portanto, é necessário que os profissionais estejam à altura dos desafios que estão por vir.
O gerente da Wilson, Sons, em viagem ao Japão anos atrás, viu uma cidade pesqueira que trata a pesca como questão de sobrevivência, de vida ou morte. Ele entende que em Santos os potenciais da região devem ser encarados e trabalhados com igual empenho.
O curso de Comércio Exterior da Facce é um importante fornecedor de mão-de-obra para a Wilson, Sons, conta Grottone. “Temos grande quantidade de estagiários e ex-estagiários que foram efetivados. A Wilson, Sons, aliás, é também uma escola, pois aqui os colaboradores aprendem muito sobre as rotinas, e atividades portuárias e marítimas”.
A Wilson, Sons tem tradição em promover treinamentos para o pessoal, segundo Grottone. No dia 17 de fevereiro teve início o processo para a empresa conquistar o ISO 9001, de controle de qualidade. Além das questões relacionadas à rotina profissional, conceitos como responsabilidade, ética e comprometimento são transmitidos e trabalhados.
Quando o processo de implementação do ISO 9001 na Wilson, Sons estiver concluído, Grottone antecipa que profissionais com conhecimentos ou ao menos noções sobre controle de qualidade serão cada vez mais valorizados na seleção e contratação pela empresa e pelo mercado. “Trata-se de um importante investimento em pessoal e tecnologia e é natural que será essencial ter conhecimentos e entender as questões que envolvem o ISO 9001”.
Grottone considera importante que alunos e ex-alunos da Facce apontem para a direção da faculdade quais são as necessidades e exigências do mercado em termos de conteúdo acadêmico, para que haja perfeita integração entre empresa e escola.
Sobre a crise financeira mundial que também afeta o Brasil, o gerente da Wilson, Sons acredita que nas empresas, os processos e os controles terão que ser reinventados em 2009. “É aí que as oportunidades surgem, basta ser criativo e acreditar que é possível’’.
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