DOENÇA CÍSTICA RARA É TRATADA EM SANTOS
Press release: 24/05/2010
Quando falamos em cistos, o primeiro acesso que nos vem à cabeça é que é uma cavidade ou bolsa de tecido fechada e pode ser preenchido por ar, fluídos, pus ou outro material.
Os cistos geralmente aparecem na pele e podem se desenvolver em decorrência de uma infecção, obstrução de glândulas sebáceas ou ao redor de corpos estranhos. Eles também podem se formar dentro de qualquer tecido do corpo. Quando estão localizados no interior do pulmão são preenchidos por ar, enquanto que os cistos que envolvem o sistema linfático ou os rins são preenchidos por fluídos. Entretanto os parasitas migratórios, como a triquinose, conhecida cientificamente como tênia canina, ou seja, uma espécie de verme forma cistos dentro dos músculos, fígado, tecido cerebral, pulmões e olhos.
O mais comum deles é o cisto sebáceo (na pele), que contém o fluido de uma glândula sebácea obstruída.
Mas um tipo de cisto que é pouco conhecido, e está preocupando alguns profissionais quanto ao diagnóstico, foi tema do 38º Congresso Brasileiro de Angiologia e de Cirurgia Vascular realizado recentemente em Maceió. Trata-se de uma doença cística das artérias (DCA) caracterizada pela presença de cistos, geralmente multioculados no interior da parede arterial, chamada de “Cisto da Adventícia da Artéria Poplítea”, que pode provocar uma microembolia, comprometendo a camada média e íntima da artéria e, pela pressão que existe em seu interior, e pode levar a amputação do pé.
“Os cistos, são preenchidos por uma substância gelatinosa e viscosa, ocasionando a oclusão da artéria afetada que é localizada”. A afirmação é do Professor-Doutor, Carlos Henrique de Alvarenga Bernardes, autor do trabalho apresentado no Congresso.
A principal preocupação de Carlos Henrique, que também é professor titular da disciplina na Faculdade de Medicina da UNIMES e Chefe da Cirurgia Vascular da Santa Casa de Santos, é em relação ao diagnóstico da doença e faz um alerta aos colegas. “Como é uma doença silenciosa e localizada atrás do joelho, a pessoa sente dores na batata da perna, podendo ser confundida com a arteriosclerose, que atinge várias artérias, o diagnóstico ainda passa despercebido pelos colegas especialistas ou não por falta de divulgação da doença.”
Segundo Alvarenga, existem 11 casos relatados na América do Sul, sendo 9 no Brasil, entre eles, apenas um em Santos que foi diagnosticado o ano passado. “O ideal que fizessem Angiografia e no ato operatório retirada de segmento da artéria comprometida para Anatomia patológica.”, alerta Carlos Henrique.
INCIDÊNCIA
O número de casos descritos da doença na artéria poplítea é 7,7 vezes maior que a soma do número de casos relatados em todas as demais artérias. É uma doença rara. Manifesta-se geralmente em pacientes do sexo masculino com menos de 30 anos.
TRATAMENTO
O tratamento desta afecção é apenas cirúrgico, em muitos casos ele consiste na ressecção da artéria afetada e na sua substituição com intervenção de enxerto venoso. Segundo o professor da Unimes, o resultado costuma ser excelente. “Há pacientes, tratados com essa técnica, com evoluções de 17 a 18 anos, até 41 anos, e que permanecem assintomáticos”, assegura o cirurgião.
Participaram também dos estudos os alunos Bruno Norberto e Fernanda Bianchessi Serra.
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO E MARKETING DA UNIMES
Jornalista responsável – Saraiva O. Fonseca. Jr. / MTB 24.678-SP
E-mail: imprensa@unimes.br
Rua da Constituição, 374 – Santos
Telefax: (13) 3226-3400 – ramais 3410 / Fax: 3411 |