ESTUDO TRAÇA PERFIL NUTRICIONAL DE SURFISTA
02/07/08
Com o objetivo de promover o surfe como esporte , a Universidade Metropolitana de Santos realizou uma pesquisa com os participantes do Local Motion Guarujá
Surf Pro para traçar o perfil nutricional dos surfistas profissionais.
A pesquisa foi idealizada e coordenada pelo professor Tácito Pessoa de Souza Júnior da Faculdade de Educação Física de Santos (FEFIS/UNIMES)
"Queremos saber se a ingestão nutricional dos atletas é compatível ou não
com o grau de exigência da modalidade e orientar os competidores aos hábitos
adequados para otimizar os processos de treinamento e recuperação",
comentou.
Segundo ele, não se tem conhecimento na literatura, o tipo de dieta que é
culturalmente seguida nesse esporte. "O único estudo disponível relativo à
avaliação nutricional foi o realizado por Felder et al. (1998), que avaliou
10 praticantes do sexo feminino, demonstrando uma ingestão de carboidratos
(CHO) abaixo dos valores recomendados", contou.
"Sendo o Brasil um país de várias etnias, os hábitos alimentares são bem
diversificados. Alguns estudos relatam que atletas adolescentes têm ingestão deficiente de cálcio (CLARKSON e HAYMES, 1998; GRANDJEAN, 1997), o que pode
ser um sério problema para surfistas profissionais, haja vista que muitos se
profissionalizam neste esporte ainda dentro do período da adolescência",
acrescentou Tácito, professor da Faculdade de Educação Física da Unimes.
Foram avaliados e entrevistados até agora 25 surfistas profissionais (WQS). Na próxima semana Tácito estará promovendo sua pesquisa no Super Surf (circuito brasileiro e de acesso ao WCT) em Ubatuba e no final de outubro e início de Novembro, em Florianópolis para avaliar e entrevistar os competidores do WCT (Word Championship Tour), composto por surfistas profissionais de vários países que correm o circuito mundial, onde o americano Kelly Slater é oito vezes campeão mundial, que também será avaliado e entrevistado.
Segundo Tácito, o estudo é inédito e só foi realizado um similar com mulheres (surfistas) em 1992. O objetivo é quantificar a energia adquirida através da ingestão de alimentos e se a mesma é compatível com o gasto energético despendido nos treinamentos, competições e deslocamentos (viagens). Outro anexo destacado na pesquisa, se os surfistas profissionais tem ingestão adequada de macro e micronutrientes e colaborar para um modificação dos hábitos alimentares incorretos, uma vez que alguns ficam apenas algumas semanas em suas residências, o restante do tempo é gasto com viagens e treinamentos (fora do pais).
veja as fotos:
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO E MARKETING DA UNIMES
Jornalista responsável – Saraiva O. Fonseca. Jr. / MTB 24.678-SP
E-mail: imprensa@unimes.br
Rua da Constituição, 374 – Santos
Telefax: (13) 3226-3400 – ramais 3410 / Fax: 3411
|